Por: Cícero
(...) Por certo, os que não obtêm dentro de si os recursos necessários para viver na felicidade acharão execráveis todas as idades da vida. Mas todo aquele que sabe tirar de si próprio o essencial não poderia julgar ruins as necessidades da natureza. E a velhice, seguramente faz parte delas! Todos os homens desejam alcançá-la, mas, ao ficarem velhos, se lamentam. Eis aí a inconseqüência da estupidez!
Queixam-se de que ela chegue mais furtivamente de que a esperavam. Quem então os forçou a se enganar assim? E por qual pródigo a velhice sucederia mais depressa à adolescência do que esta última sucede a infância? Enfim, por que diabos a velhice seria menos penosa para quem vive oitocentos anos do que para quem se contenta com oitenta? Uma vez transcorrido o tempo, por longo que seja nada mais consolará uma velhice idiota. (...)
(...) As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes. Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos no término de uma existência bem vivida. Eles não somente jamais nos abandonaram mesmo no último momento de vida – o que já é muito importante -, como também a simples consciência de ter vivido sabiamente, associada à lembrança de seus próprios benefícios, é uma sensação das mais agradáveis. (...)
Marco Túlio Cícero (44 a.C), Político, Jurista, Filósofo e Orador cuja vida foi ceifada a mando de seu inimigo político o romano Marco Antônio. Cícero em sua Obra SABER ENVELECER nos traz ensinamentos sobre a arte de envelhecer, propondo encontrar o prazer de viver em todas as fazes de nossa vida.
Em tempos de amadurecimento e prolongamento da sociedade humana brasileira esta obra nos alerta dos perigos de nossa vaidade estética, comportamental e capital, pois a arte de viver (grifo meu) esta na própria aceitação de nossas transformações físicas e psicológicas, portanto tornar-se um ancião feliz exige redenção intelectual e comportamental.
“Somente os idiotas se lamentam de envelhecer.” (Cícero, 44 a.C.)
Cícero, Marco Túlio, 103-43 A.C. Saber Envelhecer e Amizade. Porto Alegre: L&PM, 2002.
(...) Por certo, os que não obtêm dentro de si os recursos necessários para viver na felicidade acharão execráveis todas as idades da vida. Mas todo aquele que sabe tirar de si próprio o essencial não poderia julgar ruins as necessidades da natureza. E a velhice, seguramente faz parte delas! Todos os homens desejam alcançá-la, mas, ao ficarem velhos, se lamentam. Eis aí a inconseqüência da estupidez!
Queixam-se de que ela chegue mais furtivamente de que a esperavam. Quem então os forçou a se enganar assim? E por qual pródigo a velhice sucederia mais depressa à adolescência do que esta última sucede a infância? Enfim, por que diabos a velhice seria menos penosa para quem vive oitocentos anos do que para quem se contenta com oitenta? Uma vez transcorrido o tempo, por longo que seja nada mais consolará uma velhice idiota. (...)
(...) As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes. Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos no término de uma existência bem vivida. Eles não somente jamais nos abandonaram mesmo no último momento de vida – o que já é muito importante -, como também a simples consciência de ter vivido sabiamente, associada à lembrança de seus próprios benefícios, é uma sensação das mais agradáveis. (...)
Marco Túlio Cícero (44 a.C), Político, Jurista, Filósofo e Orador cuja vida foi ceifada a mando de seu inimigo político o romano Marco Antônio. Cícero em sua Obra SABER ENVELECER nos traz ensinamentos sobre a arte de envelhecer, propondo encontrar o prazer de viver em todas as fazes de nossa vida.
Em tempos de amadurecimento e prolongamento da sociedade humana brasileira esta obra nos alerta dos perigos de nossa vaidade estética, comportamental e capital, pois a arte de viver (grifo meu) esta na própria aceitação de nossas transformações físicas e psicológicas, portanto tornar-se um ancião feliz exige redenção intelectual e comportamental.
“Somente os idiotas se lamentam de envelhecer.” (Cícero, 44 a.C.)
Cícero, Marco Túlio, 103-43 A.C. Saber Envelhecer e Amizade. Porto Alegre: L&PM, 2002.

2 comentários:
Prooofi, muito legal o teu blog!
Bom demais esse texto!
Beijoo!
Estou encantada com esses pequenos trechos desse livro, irei comprá-lo imediatamente. Obrigada por compartilhar conosco.
Postar um comentário