sábado, 6 de setembro de 2008

Um Pouco de Freire Nunca Faz Mal!

Aprendizagem segundo Paulo Freire


Segundo Paulo Freire, “os alunos são construtores. E se eles constroem, eles o fazem motivados pelo impulso mais profundo da alma humana que é o impulso para o prazer e para a alegria. Os saberes têm de estar a serviço da felicidade. É preciso descobrir o paraíso”.

Para ele a alfabetização deve ser pensada como instrumento de transformação social. O analfabetismo tem sua origem muito mais numa situação histórica de exploração e opressão do que oriundo de carências pessoais que incapacitam certos grupos sociais de aprender.

Toda teoria pedagógica é subjacente a um conceito de homem e de mundo. Não há, portanto, uma educação neutra.

É o homem um ser de adaptação no mundo? Ou é o homem um ser de transformação do mundo?

Para Paulo Freire o homem é um ser no mundo e com o mundo. Um ser que opera e transforma o mundo. E quando essa sua vocação ontológica lhe é negada, ele se torna um homem –objeto.

O conceito de Educação Bancária é o contraponto da Educação Humanista ou da Educação como prática de liberdade.

A característica dessa concepção é a narração e a dissertação. A realidade é vista como algo estático.

Esta concepção reflete a sociedade opressora e a cultura do silêncio.

A Concepção Humanista é a negação da Bancária. Ela é problematizadora e libertadora. Ela se orienta com o objetivo de respeitar a vocação ontológica do homem: um ser de transformação do mundo.

Só a Concepção Libertadora realiza a superação da contradição educador/educando. Não é mais o educador sempre o que educa e o educando o que aprende. Agora não há mais um educador do educando ou um educando do educador.

Mas como se dará essa educação? Somente através do diálogo. Seria preciso a modificação do conteúdo programático e a forma pela qual ele é determinado.

O diálogo é uma relação de comunicação que gera a crítica e a problematização. É uma relação horizontal, ao contrário do anti-diálogo nascido das relações verticais em que um fala e o outro ouve.

A palavra deve ser analisada como mais do que um meio para que o diálogo se faça. As duas dimensões constitutivas da palavra devem ser: a ação e a reflexão. A palavra verdadeira é a práxis transformadora. A ação desconectada da reflexão nega o diálogo.

A leitura do mundo, portanto, precede a leitura e a escrita da palavra. O que conclui: escrever o mundo é transformá-lo.

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